Tuesday, April 03, 2007

Eu também!...



Cansei de Ser Sexy

Lux Frágil - Hoje!

6 Comments:

Blogger CR said...

CSS IS BACK

Não vou ver :( Mas já tenho bilhete para sexta para Fujiya & Miyagi :)


ANTZ

Espero que não te tenhas esquecido de convidar as formigas para o lanchinho open air! :)

CR

3:40 PM  
Blogger CR said...

ERRATA

'te tenhas' é mau...

CR

3:42 PM  
Blogger LisbonGirl said...

O lanchinho open air afinal foi cá em casa e como a tarde se revelou cheia de sol fomos até uma esplanda em Carcavelos, onde se esteve muito bem ao sol!

Foi um alívio porque não amo com paixão lanchinhos open air... lisbongirl aka menina muito burguesa!...:)

Quanto às formigas acho que ainda hibernam, muito sensatamente, não vi nem uma!

Mas gosto delas e sou incapaz de lhes fazer mal! Nunca me incomodam:)

Não conheço Fujiya Miyaji, tenho que passar pelo teu blog para descobrir!...

Dia Feliz, CR!

4:10 AM  
Blogger CR said...

LUX CONCERTOS

CSS Elas arrasaram em Lisboa

A meio olha-se à volta, vêem-se rostos sorridentes, corpos que desejam ser sexy, gente que não concebíamos a oscilar a cabeça quanto mais pôr mãos no ar e ensaiar coreografias emanadas do palco.
Contagiante, absolutamente contagiante. Toda a gente sabe as letras de cor. Todos querem festa. O concerto deixa de ser mais um concerto para se transformar numa celebração imensa.

Foi assim na primeira de duas noites - e mais houvesse porque os pedidos de bilhetes superaram todas as expectativas - completamente esgotadas, no Lux, em Lisboa.
Em palco cinco mulheres e um homem, brasileiros, de São Paulo. Não admira que sejam alvo de inveja no Brasil, como confessava a guitarrista Ana Rezende, por bandas que investem seriamente na carreira, mas não obtêm grande sucesso.

Mas não deve ser só no Brasil. Deve ser por todas as cidades do mundo por onde têm passado ao longo do último ano. É difícil não sentir inveja. É que, à primeira, não se lhes vislumbra razões de sedução. A música é um composto de rock sónico, melodias pop e refrões açucarados. As letras são apenas folionas. Até a imagem e atitude, num primeiro vislumbre, não tem nada de exclusivo. Na teoria, dir-se-ia um grupo igual a tantos outros.
Mas quando nos preparamos para virar as costas a mais um grupo igual a tantos outros, percebe-se que aquela harmonia é fatal, que o ruído de guitarra é certeiro, que a letra zonza é um bálsamo contra todas as lamúrias, que o ritmo electrónico e aquela voz é um rebuçado e que aquelas pessoas em palco funcionam em estado de graça, que existe jovialidade, vida no estado mais puro.
Mas o fenómeno Cansei De Ser Sexy não é apenas uma chapada para os grupos que esqueceram a espontaneidade.

É também para a rádio, TV e imprensa escrita que anda a passar ao lado da realidade mais revitalizante, que se rege pelo seguro, falando dos nomes de sempre, reagindo apenas ao que já está consolidado, desistindo de perceber aquilo que escapa à agenda mais previsível.
Sem compreender que o planeta pop mudou. E que admirável transformação. É verdade que se romantizou muito os factos gerados na internet nos dois últimos anos, mas as Cansei De Ser Sexy constituem a prova de que eles existem mesmo.

Só assim se percebe que aquelas mulheres em palco pareçam velhas conhecidas da assistência à sua frente - composta por imensas mulheres, como não é comum ver-se em concertos rock.
O centro é Lovefoxxx, pequena cantora de feições orientais, que exala uma frescura excepcional, impondo a voz juvenil e a atitude descomplexada, galgando para cima do público por duas vezes. Mas é a comunicação divertida e solta entre todos, nos intervalos, e a forma enérgica, mas ao mesmo tempo extremamente desprendida, com que encararam cada canção, que conquista de imediato.

As canções do álbum homónimo são atacadas com firmeza, as guitarras guincham e o ritmo da bateria é marcado em Patins; em Off the hook, Lovefoxxx é ainda mais insolente do que o habitual; os ritmos sintéticos de Let"s make love and listen to Death From Above são recebidos pela assistência como se pertencessem à canção com mais semanas de top em Portugal; em Artbitch o baterista Adriano Cintra ocupa-se da guitarra e o colectivo aborda com electricidade a sua música mais vigorosa.

Mas nem só de canções conhecidas vive o concerto. Há também um tema novo, "ainda sem título", diz Lovefoxxx, e uma versão de Pretend we"re dead das L7. Num dos muitos piropos lançados à assistência, a cantora diz: "Ainda bem que vocês [portugueses] descobriram o Brasil." Alguém lhe respondeu "ainda estamos descobrindo" e tem razão.
As Cansei De Ser Sexy são globais, mas precisamente porque o descaramento saudável com que transfiguram linguagens, sem hierarquias, nem análises vãs, é muito brasileiro. "Arrasou, cara!", gritava um brasileiro no final. E de que maneira.

In ‘Público’ de 05 de Abril

2:41 AM  
Blogger LisbonGirl said...

Obrigada CR, jornalinho da manhã, lido no meus blog! "Arrasou, cara!"

"Bateu uma saudade" do meu amigo paulista Guilio que conheci na bilheteira do concerto dos Duran Duran no Coliseu de Lisboa em Maio de 2005, quando ambos, a cinco minutos do concerto começar, ainda não tínhamos bilhete.

Mas arranjámos bilhetes para os dois, com um intervalo de dois segundos entre cada bilhete arranjado à última da hora(desistências... mas o concerto estava esgotado!...) assitimos ao concerto juntos e ficámos amigos! "Legal paca!"

"É isso aí, vamo sambar, minha gente!"

Bom samba, CR!

5:36 AM  
Blogger LisbonGirl said...

Tira o "s" de "meu", por favor! Obrigada e desculpa!Pareço uma miúda pequena!...:)

5:37 AM  

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